Poema do Tempo Passado



Há medida que o tempo passa a vida encurta-se até ficar um pavio curto, um traço. A consciência da finitude alcança-nos. Agora somos o tremor da vela...



Aos poucos vai o sonho regredindo,

A vida esmorece, fica num limbo.

Ficas passivo nos dias que vêm vindo,

Sem certezas, sem dogmas, sem ideias.

Ascende o tempo como fumo de cachimbo,

Leve solta-se e vai e não fica a meias!

Já não sabes quem és, o que queres ser,

Porque tudo o que te aguarda é morrer.

O horizonte alcança-se de um passo,

Olhas para trás, a vida reduzida a um traço,

Uma insignificância, um instante!

Suspenso de um tremor, vives o restante.

Sabes que só sobra a dor, nada permanece,

Uma saudade antecipada do que se esquece.

Moves-te lento, arrependido de ter corrido,

Que a meta é coisa que não presta.

Insanidade, tolice, tempo perdido,

É no final tudo que me resta!


Dono : mitro ~ Se a publicação te desgrada, a culpa é dele!

Artigo Poema do Tempo Passado publicado por mitro na data de terça-feira, 25 de junho de 2024. És convidado a comentar! Já tem 0 comentário(s) Ou então volta para o início -> Poema do Tempo Passado
 

0 comentários:

Enviar um comentário