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Pássaro cansado

Oh as rotinas vazias dos dias iguais! O mundo que persiste no seu caminho inescusável, na sua senda suicida! Por quanto mais dias de um voo feito de urgência e não do prazer de voar? Confessa que cansa e estás cansado. Mesmo que ainda sobre a esperança...



Cansado, batendo a asa,
Regressa o pássaro a casa!
Pousando no galho conhecido,
Por este dia, dá-se por vencido.
E o sol declina no horizonte em fogo,
Pássaro só, aqui ainda e mais logo...

Na noite não se trina.
Vida que se amofina!
Existir é só cansaço;
Ser apanhado nalgum laço.
E se restar alguma sorte,
Ser rápida a morte!


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Lobos


Oh a noite! Aquele medo de deitar a cabeça no travesseiro porque me assaltam todos os lobos cinzentos, que se aconchegam ao meu corpo. Ah o frio da noite! O terrível frio de um solitário. Porque vem a noite? E porque vêm os lobos cinzentos ao meu encontro? Porque não me encontro, assim cansado e sereno para na noite apenas dormir? E porque chove? Diz-me porque chove...

O momento que se congela,
Para sempre eterno instante;
Memória que tenho dela,
Efémera, mesmo que importante!

Matilhas de lobos cinzentos,
Que me querem trincar e roer.
Aproximam-se cautelosos, lentos,
Na esperança de nos ver morrer!

À noite é difícil não chorar,
Por tudo o que tive de deixar.
Sendo tudo reduzido a cinza,
Até a esperança da sua vinda!

Oh esta dor aguda e infinita,
Tê-la conhecido bonita;
E ter de assim partir,
Quando a queria seguir!

Não é minha a boa sorte!
E agora que partiu a alegria,
Que o seu sorriso me trazia,
Deixa que me leve a morte!




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