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Lobos


Oh a noite! Aquele medo de deitar a cabeça no travesseiro porque me assaltam todos os lobos cinzentos, que se aconchegam ao meu corpo. Ah o frio da noite! O terrível frio de um solitário. Porque vem a noite? E porque vêm os lobos cinzentos ao meu encontro? Porque não me encontro, assim cansado e sereno para na noite apenas dormir? E porque chove? Diz-me porque chove...

O momento que se congela,
Para sempre eterno instante;
Memória que tenho dela,
Efémera, mesmo que importante!

Matilhas de lobos cinzentos,
Que me querem trincar e roer.
Aproximam-se cautelosos, lentos,
Na esperança de nos ver morrer!

À noite é difícil não chorar,
Por tudo o que tive de deixar.
Sendo tudo reduzido a cinza,
Até a esperança da sua vinda!

Oh esta dor aguda e infinita,
Tê-la conhecido bonita;
E ter de assim partir,
Quando a queria seguir!

Não é minha a boa sorte!
E agora que partiu a alegria,
Que o seu sorriso me trazia,
Deixa que me leve a morte!




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PARTIDA






Não precisa de morrer ninguém que amamos, para sentir a mesma dor. Basta que a distância seja grande, que não possas abraçá-la mais, que nunca mais sintas o seu perfume, o sabor dos seus lábios... Quando todos os bons momentos estão no passado, e por muito que ambos queiram, não pode ser. Dói. Amar dói...



Partida

Oh a alegria da chegada!
O prazer da descoberta
Abraçar a pessoa amada
Janela aberta
Para o jardim delicioso
Onde tudo é maravilhoso
Mas nesse instante
Não nos passa pela mente
Que de repente
Tudo pode mudar
Ficar diferente

O peito outrora cheio
A bater descompassado
Possa agora esvaziado
Meter o medo de permeio
Os teus braços fortes
As mãos que agarram
Encontram outras sortes
Marinheiros que desamarram
E se dantes era tudo alegria
A verdadeira essência da vida
Chega o negro dia
Em que tudo é partida...



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